Talvez a sociedade tenha demorado muito mais tempo para compreender que a mulher não foi um ser criado apenas para procriação e para o cuidado das tarefas domésticas. Desde a criação, o próprio Deus, na sua grande magnitude, já havia expressado através da sua palavra, a importância das mulheres.

Em Gênesis 2:18, Deus traz um dos maiores e mais brilhantes papéis a serem exercidos pelas mulheres, ou seja, o de ajudadora idônea “… Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. ”

Deus na sua onipotência e onisciência, ao criar a mulher, criou um ser muito especial, adequada, capaz e apta para exercer os mais diversificados papéis.  No entanto, ao longo de boa parte da história da humanidade, mulheres e homens desempenhavam papéis sociais muito diferentes. Ao atribuir aos homens a condição de donos do saber e às mulheres o papel feminino, subordinado ideologicamente ao poder masculino, a história vem salientar as desigualdades, ou seja, a mulher deveria ocupar-se por inteiro e confinar-se no espaço familiar, deveria ser educada para a dedicação exclusiva às tarefas familiares e à educação dos filhos.

A Mulher e o seu espaço na sociedade

Aos poucos as mulheres têm conquistado o seu espaço em meio a sociedade, e muita coisa tem mudado, mulheres com maior grau de escolaridade diminuem as taxas de natalidade (têm menos filhos), casam-se com idades mais avançadas, optam por trabalharem fora e exercer brilhantemente os mais diversificados papéis.

Claro que não é nada fácil, já que existem papéis, que continuam sendo exclusivos das mulheres, papéis impossíveis de delegar, como por exemplo o papel de mãe e de esposa.

E diante das modernidades do mundo atual, é possível sim conciliar tais papéis com a vida profissional. Não precisamos ser apenas mães, apenas esposas, temos capacidades para irmos além. Esposas, mães, profissionais da mais alta qualidade.

No entanto, é preciso abrir um parêntese, e deixar algo bastante claro, ocupar os mais diversificados papéis é algo que requer muito comprometimento, já que precisamos exercer todos com muita excelência. É importante estabelecer prioridades, calcular as perdas e os ganhos que acompanham todas as nossas escolhas. O quão bom posso ser, em todos os papéis que decidir exercer? Digo isso, porque diariamente presenciamos a exaltação da mulher diante do espaço e respeito alcançado numa sociedade completamente patriarcal. É lindo visualizamos todas essas conquistas femininas, mas precisamos de antemão, entender que, as conquistas nos deram atribuições, sem retirar de nós aquelas que já nos pertencem de natureza.

Mulher seu papel no mundo corporativo não exclui o papel de mãe.

Sem sexismo é claro, mas todas nós mulheres precisamos ter consciência de que, precisamos ser mais fortes, e muito mais poderosas para exercer com excelência aquilo que propomos a fazer.

De antemão, temos que analisar as nossas prioridades, e não permitir que as nossas vitórias sejam alcançadas através de altos preços. A partir do momento que decidimos construir uma família, esta deve ser a nossa prioridade. Que possamos como mães, entregar a sociedade filhos educados, saudáveis e preparados para o mundo. Que como esposas, possamos continuar sendo as mais belas e mais cuidadosas, edificando o nosso lar com amor e sabedoria. Que como profissionais, possamos desenvolver as nossas atividades com excelência, certas de que estamos fazendo o nosso melhor.

Sim, a mulher tem mil e uma utilidades, mas é preciso cumprir todos os nossos papéis com amor e responsabilidade. Que a profissão venha para agregar, para complementar a as conquistas familiares, mas nunca para comprometer a estrutura do nosso lar.

 Mônica Bastos – Administradora, Escritora, Coach, Analista Comportamental, Palestrante. Autora do livro Um Líder Recrutado por Deus e coautora dos livros Damas de Ouro, Coaching & Mentoring – Foco na Excelência e também do E-book 15 Lições de carreira para Administradores. Mamãe de Rebeca e Edmundo Alberto!

Olá meninas espero que esse texto maravilhoso da Mônica tenha te inspirado a pensar sobre o seu papel como mulher, mãe e profissional. Até onde vale a pena sacrificar sua família para ter uma realização pessoal ou profissional?

Vale a reflexão: Qual o meu propósito, na construção de uma família?

Gostaríamos muito de saber sua opinião, compartilhe conosco o resultado dessa leitura! “A mulher e suas mil e uma utilidades” 

 Grande abraço pra você Cristiana Franca!